Renúncia de responsabilidade
Isto é educação financeira, não aconselhamento para o teu caso. O que dizemos quando falamos da nossa própria carteira, e porquê.
Última atualização: 23 de setembro de 2026
1. O que isto é
Aqui encontras educação financeira: como funciona um instrumento, como ler um relatório, o que é uma classe de ativos. Isto é livre para qualquer pessoa publicar e ler — não é aconselhamento sobre o que tu, em concreto, deves fazer.
2. O que isto não é
Nada nesta comunidade — texto, áudio, resposta a uma pergunta — é dirigido à tua situação pessoal. Não é uma recomendação de compra, venda, ou manutenção de nenhum instrumento financeiro ou criptoativo, talhada para ti.
A base legal desta linha é simples: uma recomendação de investimento emitida exclusivamente ao público, sem ponderar a situação de uma pessoa em concreto, não é aconselhamento personalizado (Código dos Valores Mobiliários, art. 294.º, n.º 3). É o que fazemos aqui — falamos para toda a gente ao mesmo tempo, nunca para o teu caso.
Não estamos registados como consultores para investimento (art. 301.º do CVM) nem prestamos esse serviço. Se precisares de uma recomendação pensada para a tua situação, fala com alguém que tenha esse registo.
3. Quando falamos da nossa própria carteira
Partilhamos, com regularidade, o que fazemos na nossa própria carteira — o que temos, o que vendemos ou compramos, porquê. Isto pode, pela sua natureza, ser lido como uma opinião sobre um ativo concreto. Por isso, sempre que o fazemos:
- Dizemos quem fala (identidade de quem publica).
- Dizemos quando foi concluída a opinião ou o relatório (data e hora).
- Separamos claramente o que é facto do que é opinião ou estimativa nossa.
- Dizemos que é a nossa carteira, com o nosso perfil e horizonte — não uma indicação do que deves fazer.
- Se já tivermos posição no ativo de que falamos, dizemo-lo no mesmo momento, não depois.
Isto cumpre o art. 20.º do Regulamento (UE) n.º 596/2014 (abuso de mercado) e o Regulamento Delegado (UE) 2016/958. As fórmulas exatas que usamos estão escritas num guia nosso e são as mesmas em todos os conteúdos.
4. Criptomoedas — a regra é mais dura, não mais frouxa
Se falamos de um criptoativo que já temos, e não dizemos que já o temos, isso não é apenas falta de transparência — é, pela letra da lei, manipulação de mercado (Regulamento (UE) 2023/1114, "MiCA", art. 91.º). A norma persegue exatamente isto: alguém com posição num ativo, a falar dele a uma audiência com capacidade de mexer no preço, sem dizer que já tem a posição.
Por isso, quando falamos de uma criptomoeda que temos ou tivemos:
- Dizemos sempre, no mesmo lugar e no mesmo momento, que já temos ou tivemos a posição.
- Não damos indicação de timing (quando comprar ou vender) nem preços-alvo.
- Preferimos falar do que já fizemos, não do que vamos fazer.
5. Não pedimos nem respondemos ao teu caso pessoal
Não perguntes "no meu caso, o que faço?" — não respondemos a isso aqui, mesmo que pareça uma pergunta simples. Uma resposta talhada à tua situação seria aconselhamento personalizado (art. 294.º do CVM), e isso está reservado a quem tem registo para o dar. Se precisares desse aconselhamento, fala com alguém habilitado.
6. Risco
Investir, incluindo em criptomoedas, envolve risco de perda, que pode ser total. Rendibilidades passadas — nossas ou de terceiros — não garantem rendibilidades futuras. Decides sempre por tua conta e risco.
7. Um aviso solto não chega
Este texto não te protege por si só se, na prática, alguma coisa que publicamos disser "faz X" dirigido a ti. A lei olha à substância do que se diz, não ao rótulo. Se achares que uma resposta ou conteúdo aqui te está a tratar como caso pessoal, para — e diz-nos.
Este documento não é um parecer jurídico. Cada obrigação nele descrita corresponde a uma norma legal em vigor. Se alguma frase te parecer errada ou pouco clara, escreve-nos — corrigimos e publicamos a correção.